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Our Noise Full
Lançamento:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Arco Voltaico - Códice (EP)

O ARCO VOLTAICO surgiu na zona norte do Rio de Janeiro, em meados de 2007,
través das cinzas do FEED ME, antiga banda de seus membros.
A banda é formada por: Allan (vocal, guitarra), Dony (guitarra ,vocal), Renato (Baixo), e Zozio (bateria).
Em seu EP de estréia intitulado CÒDICE, lançado via Transfusão Noise Records em parceria com a Pisces Records, a banda faz um Rock garageiro, com uma pegada mais punk, e guitarras reverberadas cheias de delay e tremolos dando um lance meio Surf music frenético e psicótico.
CÓDICE foi gravado entre Outubro de 2008 e Abril de 2009, tendo baterias e baixos gravados em um stúdio de um velho conhecido de seus integrantes, no bairro do Méier, onde a banda já havia gravado diversas vezes, ainda com o nome Feed Me.
Depois de ter gravado baixos e baterias, foi decidido que gravariam o restante em outro lugar. Buscando uma sonoridade melhor, a banda parte pra um homestudio de um amigo; músico e produtor musical, chamado Paoli, como já havia visto um show do Arco e gostado do som da banda, ele se ofereceu pra gravar o restante e produzir tudo, na maior boa vontade, e sem cobrar nada, via Rapadura Discos.
O disco tem 7 faixas, que de cara começa logo com DISSOLUTO, talvez a melhor e mais poderosa música do disco, com um riff de guitarra psicótico cheio de delay, e que ainda tem um final total garageiro com um órgão setentista, gravado pelo Paoli, que segura a base pra um solo entupido de Fuzz.
A segunda música é UD 45, que começa com um lance meio jazz, e um baixão segurando a base, até que a música explode para um riff veloz, cru e reverberado, tendo como refrão, um coro quase que selvagem.
Em seguida, LOGO EXTINTO, música de pegada bem roqueira, e guitarras com slide que puxam uma forte melodia vocal.
VÓRTICE VENDETA, que tem seu riffizinho meio bisonho e meio chiclete, saiu de uma jam entre o Allan, e o Tuninho (guitarrista da Sofia pop).
Em seguida vem ET CETERA, um punk rock muito rápido e esquisito, que traz um baixão alucinante, cheio de chorus e guitarras em afinações estranhas, dando um efeito loucasso.
A penúltima é GOÉCIA, música que começa com um riff de guitara bem “rock a lá Stooges”, e que já mostra o lado mais pop da banda, com uma melodia vocal bem legal.
A música que encerra o disco é DEMIURGO, música estranha , com efeitos estranhos no vocal, guitarras cheias de eco (pra variar) e que tem um refrão marcado pela bateria e percussões, bem tribal e selvagem, que vem acompanhado por um xilofone louco dando a melodia, também gravado pelo Paoli. A música ainda tem um final surpreendente e bem catastrófico e arrastado, meio Stoner, a lá Black Sabbath.
As baterias do disco foram gravadas pelo Guilherme, que saiu pouco tempo antes do disco ficar pronto, dando lugar para o Zozio assumir as baquetas, que também é baterista da Sofia Pop e Fenos Gastos, o que deu um gás surpreendente pra banda.
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Toda mutação tem seus efeitos, até setembro de 2008 Lê gravava seus roques a partir de um Microfone de computador, sem mesa de som e afins.Depois de umas novas e legais amizades por causa das viagens lo-fi, Lê ganhou duas mesas de som e de outubro em diante os roques foram todos capturados pelas mesas com um microfone (quase) apropriado.
Na gravação do EP REVI Paulo Casaes (que também produziu o disquinho junto com Lê) tocou sintetizador e minimoog, ampliando ainda mais o fascínio pelo teclado e seus ascendentes que começou a ser maquinado no EP anterior Loufailândia (2007) e no compacto Querida Deal (2008), Michelle Barboza e Evandro Fernandez fizeram as palmas adicionais em duas canções.
A definição simplista para o EP pode ser a seguinte: 2 canções pseudo folk psicodélicas, 1 canção Roque-soul pesadinha e mais 5 roques de guitarra.
O disquinho foi todo gravado entre outubro de 2008 e abril de 2009 no quarto/estúdio interestellar lo-fi, exceto pelas participações de Paulo, gravadas todas em seu próprio estúdio caseiro.
O nome REVI veio do Heavy Metal pra dar uma descontraída (zuada) no termo e fazer uma referência as guitarras pesadinhas e sujas do disquinho (não muitas!), a capa é total influência das colagens feitas por Robert Pollard (Guided By Voices).

Canção pro Beto Guedes é uma dedicatória retrô daquelas onde não se espera nada de volta, talvez só um sorriso de leve; Nunca Nunca é um Roque meio verdade meio mentira sobre as ausências sentidas que as vezes nem necessárias são; Curso de Datilografia faz referência aos tortos tempos onde as letras realmente bonitas saiam das maquinas de escrever e das pessoas que faziam o tradicional curso; Hardcore Experiência retrata as expectativas sobre as noites violentas que habitam os finais de semana; Procuro um Sono diz como a insônia é uma praga; Vôo na Sexta expressa uma primitiva alegria de uma sexta cheia de oportunidades pra uma diversão tanto com um amigo ou uma guria ideal ao lado; Eu Não Vou Acreditar é uma canção de raiva dedicada a um amigo que vacila mais ainda sim continua sendo um bom amigo; 22 Anos é uma ode a idade do maluco, onde o ápice da juventude aflora e não para mais.

Lê além de ter seu próprio selo Transfusão Noise Records onde lança bandas de amigos e outras de sonoridades Roqueiras e legais (além das suas: Coloração Desbotada, Tape Rec e Uma Nova Orquídea), também faz parte do selo indie carioca Midsummer Madness. Em Janeiro de 2009 um de seus Roques (Agente Pensa) foi lançado em uma compilação nos EUA em Nebrasca pelo selo indie Series Two Records.
Lê participará esse ano do primeiro tributo brasileiro ao Guided by Voices organizado por ele mesmo e contando com a benção do próprio Robert Pollard com a cover de King And Caroline.
Das influências Consumidas estão Apples in Stereo, Built to spill, Neil Young, Guided by Voices, Beulah, Tobin Sprout e Hallo Benders além dos vastos dias ensolarados do Rio de Janeiro acompanhado da pessoa ideal.
O primeiro EP Loufailândia lançado em 2007 foi considerado um dos cinco melhores EPs por Fernando Rosa do Senhor F. Loufailândia também esteve entre os melhores EPs na enquête da Trama Virtual por Fernando Kaida do Programa Pop Link.
Em 2008 em função de suas gravações, Lê fez uma apresentação/palestra em São Paulo (Araraquara) em torno da estética de gravações caseiras (leia-se lo-fi) com microfone de computador sem mesa de som e ligado direto no PC,demonstrando ao vivo como é fácil e legal gravar Roque dentro de casa.


Tudo começa em meados de 2003, quando Evandro Fernandes monta sua primeira banda Carpete Florido (depois de já ter tocado em bandas de pseudo Indie Noise), Nessa época a banda vive mais em sua cabeça do que na realidade.
Alguns primeiros ensaios contando com umas formações indefinidas lá em 2004 foram rolando e em 2006 a banda começa de fato a existir com Bigú Medine (bateria), Leonardo Maciel (guitarra) e Priscila Abrantes (baixo), Além de Evandro nas guitarras e vocais, nessa época gravam uma participação na coletânea Alguns Barulhos Legais lançada pela Transfusão Noise Records em 2007 ao longo desse ano, Léo e Priscila saíram. Bigú passou para o baixo deixando o lugar na bateria para Lê Almeida.
Em 2008, começaram a gravar (o que seria o primeiro EP, mais acabou sendo um compacto) “Estelar” no estúdio Interestellar lo-fi. As gravações se estenderam por vários outros projetos e acabou demorando mais do que o planejado.
Durante as gravações Leonardo participou com suas bem feitas guitarrinhas e alguns backings, essas gravações encerraram o ciclo de gravações sem mesas de som e com microfones de computador (aquele mic tosquinho branco que a maioria das pessoas acha que não serve pra nada) da Transfusão. (hoje o selo conta com aparelhagens mais aprimoradas, mais ainda sim lo-fi).
As canções falam dos mais singelos e normais temas: Nuvens retrata alguns momentos difíceis de quem não gosta daqueles dias em que o tempo está nublado e trás certas tristezas; Sorriso Imaginário fala sobre a vontade de ser feliz. Resumindo: deixe tudo de ruim pra traz e sorria nem que seja na sua imaginação mais profunda, não adianta abaixar a cabeça para os problemas da vida ; Estelar retrata os momentos em que se fica olhando as estrelas e imaginando a mulher que possa fazer você feliz do jeito que você é ; Transparente tenta mostrar a transparência do medo nos olhares de uma pessoa que tem algum fantasma do passado ou sofre de algum tipo de complexo.
Entre as sessões para o compacto, a banda gravou um cover do Guided by Voices “Surgical Focus” que sairá no tributo “Don’t Stop Now” organizado pela Transfusão.
Nas influências estão as bandas guitarradas dos anos 80 que ditaram os 90, como Pixies, My blood valentine e Dinossaur jr além de Apples in stereo, Beulah e Teenage Fanclub.